Trabalho, Renda e cultura:
cooperativismo, identidade e desenvolvimento
Programa Artes e Meios:
O Programa Artes e Meios visa desenvolver ações e projetos voltados para a inserção de mulheres e adolescentes negras no mercado de trabalho e produção, através do incentivo à formação de coletivos, associações e cooperativas de trabalhadoras. Visa também a promoção de projetos de capacitação e qualificação profissionais; de acesso às linhas de crédito disponíveis à população de baixa renda; de infra-estrutura operacional e de divulgação ampla de bens e serviços oferecidos por mulheres e adolescentes negras. Ao mesmo tempo, o Programa oferece ações que possibilitem o fortalecimento da identidade racial e de gênero destas, uma vez que tais conteúdos são substrato essencial à valorização de sua atuação na sociedade brasileira, ao desenvolvimento de atitudes que contribuam para a superação do racismo, sexismo e homofobia no meio em que vivem, além da manutenção e ampliação de seus direitos de cidadania e de liberdade.
Dimensões de gênero e raça do movimento cultural Hip Hop
O projeto de dimensões e raças no movimento Hip Hop, que é apoiado pela Fundação Cultural Palmares, visou ampliar a autonomia e o protagonismo sócio-econômico e político da juventude negra envolvida no movimento Hip Hop.Este projeto resutou no CD "hoje eu tive um sonho... Carolina de Jesus" que está disponibilizado aqui.
Yalodê 2000 - Jovens negras desvendando o mundo da informática:
Desenvolvido para adolescentes, jovens e adultas, é um curso que visa prepará-las para o manejo da informática e para a entrada no mercado de trabalho através da capacitação em montagem, conserto e manutenção de computadores, bem como seu manejo através dos principais programas e da internet. Aulas de português, de inglês e de formas de trabalho associativo, bem como oficinas de gênero, raça, autocuidado e direitos fazem parte da programação do curso. Este tem como segunda fase a criação de empresa dirigida e conduzida pelas jovens, possibilitando também a geração de trabalho e renda para as participantes e a captação de recursos para a instituição.
Articulação de Artesãs:
Através do Projeto Artesãs CRIOLA, demos início, no ano de 1994, a diversas atividades no sentido de reunir, assessorar e fornecer elementos que possibilitem as mulheres negras artesãs o desenvolvimento de práticas solidárias de produção, aquisição de matérias primas, intercâmbio e inserção em mercados para escoamento da produção. Desse modo produzimos um cadastro de artesãs residentes no Grande Rio e a partir daí desenvolvemos encontros de intercâmbio e construção de solidariedade grupal, treinamentos, como também organizamos um sistema de mala-direta com informações rápidas sobre a existência de pontos de vendas e atividades relacionadas de interesse das artesãs.
Centro de Negócios de Arte e Artesanato:
Voltado para atender às necessidades de geração de renda de mulheres negras artesãs, além de possibilitar a captação de recursos para o desenvolvimento das ações de CRIOLA. O Centro propõem-se a ser um pólo de comercialização, intercâmbio e capacitação em arte e artesanato com a marca afro-brasileira. Além de propiciar a celebração de negócios e a prestação de serviços para a população afro-brasileira,turistas e demais grupos interessados em produtos e serviços afro-brasileiro. Esse desenvolvimento conta com o apoio da Ashoka - Empreendedores Sociais e da McKinsey & Co.
Esta proposta foi a vencedora do I Concurso de Plano de Negócios para Organizações Não-Governamentais Ashoka - Mckinsey.
Fundo Criola de Apoio a Artesã Afro-brasileira
Trata-se de um fundo de microcrédito apoiado por um comitê de empresários com o objetivo de melhorar e ampliar a condição de produção de mulheres negras produtoras de artesanato afro-brasileiro, possibilitando uma forma de realização da responsabilidade social do empresariado com este segmento.
Cidade das Mulheres
Desenvolve capacitação e geração de renda para mulheres e adolescentes na área de cultura e turismo afro-brasileiro, dando destaque à participação das mulheres principalmente as mulheres negras, na construção da cidade, sua memória, arte e artesanato.
Espaço Obinrin Odara:
Em iorubá, língua de alguns de nossos antepassados, obinrin odara quer dizer mulher bonita. Através de um conjunto de quatro oficinas com os temas corpo; estética afro-brasileira; tranças, torsos e amarrados; expressão corporal; desenvolvemos esta atividade com o objetivo de reforçar a identidade e a auto-estima de mulheres, adolescentes e meninas negras.
A partir desta atividade pretendemos desenvolver o Espaço Obinrin Odara para a vivência de técnicas de cuidado com o corpo e de produção estética.