Saúde da Mulher Negra :: Projeto Teia


Projeto Teia

Desde 1992, Criola trabalha no enfrentamento da epidemia de HIV-Aids. Uma das iniciativas nesse sentido foi a criação do Projeto Teia de Prevenção das Dst/Hiv/Aids.

O projeto tem como metas fundamentais, capacitar mulheres para atuarem como agentes multiplicadoras de informações sobre prevenção e estimulá-las no acompanhamento e controle social de políticas voltadas para a saúde da mulher. Bem como a utilizar seus conhecimentos para sua própria saúde e prevenção.

Nos anos de 2007-2008, o projeto concentrou esforços em ações voltadas para a sensibilização e capacitação de 50 mulheres, entre lideranças comunitárias e militantes de diferentes organizações da sociedade civil (principalmente aquelas que trabalham na promoção da saúde e pela defesa dos direitos das mulheres e da população negra).

Além destas oficinas periódicas de sensibilização, informação e capacitação, foi feito um mapeamento das organizações, serviços sociais e de saúde destas áreas. Estas iniciativas fazem parte de uma estratégia para o desenvolvimento de ações de advocacy (atividade que consiste em acompanhar e influenciar decisões ligadas à promoção de políticas).

A linha de ação em controle social também prevê encontros com gestores, conselheiros e movimentos sociais que atuam na área de saúde, no intuito de desenhar uma estratégia articulada para o enfrentamento da Epidemia no Estado do Rio de Janeiro. Para estas reuniões optou-se pela elaboração de um material centrado no conceito de determinantes sociais em saúde, demonstrando a importância do racismo, como um dos principais determinantes da saúde das mulheres negras. Procuramos ajudar a esclarecer que saúde e doença, longe de serem fatalidade ou destino, são conseqüências de processos históricos e sociais, determinados pelo modo como cada sociedade vive, organiza-se e produz. Ou seja, as condições de vida desfavoráveis de determinados segmentos da população são capazes de, literalmente, determinar (em graus variáveis) maiores índices de aparecimento de doenças. Trabalhar sob essa perspectiva é estratégico para que os gestores e profissionais de saúde tenham clareza dos determinantes sociais nesse campo e do contexto no qual tomam suas decisões.

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