

DADOS DO RACISMO
Desigualdade Racial em Números no Brasil Moderno
O desinteresse pelas coisas que dizem respeito
ao negro é o que chamamos invisibilidade.
Hélio Santos,A Busca de um Caminho para o Brasil
São Paulo, Editora SENAC São Paulo, 2001
ÍNDICE DE DESENVOLVIMENTO HUMANO

Marcelo Paixão, 2000
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Fator regional:
Segundo o economista e professor da UFRJ Marcelo Paixão, autor da pesquisa, o diferencial entre o IDH de brancos e negros é mais acentuado na região sul (48 postos a favor dos brancos) e sudeste (46 postos a favor dos brancos).
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IDH AJUSTADO AO GÊNERO/ IDG 1999

Wânia SantAnna, 2001
ESPERANÇA DE VIDA AO NASCER, 1998:

Marcelo Paixão, 2000
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Mortalidade Materna:
Pesquisa de Alaerte Martins no estado do Paraná, informa que o risco de morte das mulheres negras é 7,4 vezes maior do que o das brancas. E nos lembra, citando a Organização Mundial de Saúde que uma morte materna afeta diretamente um número grande de membros da família e da comunidade que depende dela. As mortes maternas, quando muitas, podem produzir graves conseqüências para as comunidades, as nações e a população.
- Ver artigo Maior Risco para Mulheres Negras no Brasil, Jornal da Rede Saúde nº 23, março de 2001
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MORTALIDADE INFANTIL, 1997

Celso C. S. Simões
Afirma Estela Cunha que, segundo os dados, os filhos de mães negras no nordeste têm um risco de morte antes de completar 1 ano de vida 44% maior do que os filhos de mães negras residentes no sul. E que, se comparados aos filhos de mães brancas residentes na região sul ,os filhos de mães negras residentes no nordeste tem um risco 63% maior de morrer antes de completar 1 ano.
- Ver artigo , Mortalidade Infantil e Raça: as diferenças da desigualdade, Jornal da Rede Saúde nº 23, março de 2001
ACESSO À EDUCAÇÃO, 1992 - 2001:

IPEA, Desigualdade Racial: Indicadores Socioeconômicos 2003
ACESSO À SAÚDE, 1998:

IPEA, Desigualdade Racial: Indicadores Socioeconômicos 2003
COBERTURA DO SUS, 1998:

IPEA, Desigualdade Racial: Indicadores Socioeconômicos 2003
ATENDIMENTO DIFERENCIADO:

Maria do Carmo Leal e Silvana G. N. Gama, 2003
CARTEIRA ASSINADA, 1992 - 2001:

IPEA, Desigualdade Racial: Indicadores Socioeconômicos 2003
COBERTURA PREVIDENCIÁRIA, 1992 - 2001:

IPEA, Desigualdade Racial: Indicadores Socioeconômicos 2003
TRABALHO INFANTIL, 1992 -2001
IPEA, Desigualdade Racial: Indicadores Socioeconômicos 2003
ACESSO À MORADIA, 1992 - 2001:

IPEA, Desigualdade Racial: Indicadores Socioeconômicos 2003
OCUPAÇÃO DE MORADIA INADEQUADA, 1992 - 2001:
IPEA, Desigualdade Racial: Indicadores Socioeconômicos 2003
MEIO AMBIENTE:
A idéia de que a degradação ambiental, a contaminação ou (...) os efeitos adversos da mudança climática se distribui igualmente está presente e invade a retórica e as políticas de demasiadas instituições encarregadas de proteger o ambiente global. (...)[E] distraem aos funcionários que determinam as políticas e aos acadêmicos de se darem conta de que existe um padrão de exposição desproporcional a danos ambientais e degradação entre aqueles que se encontram marginalizados.
Globalmente, aqueles nas margens tendem a ser minorias raciais ou étnicas, pobres, menos escolarizados, sem poder político, ou todas as anteriores.
- Dorsey, Michael K. Justicia ambiental para todos! incluyindo los pobres!, 2002
RACISMO AMBIENTAL NOS EUA:
Há depósitos clandestinos de lixo tóxico em 3 de cada 5 comunidades afroamericanas ou latinas;
Três dos cinco maiores poluidores comerciais de lixo tóxico estão instalados em comunidades predominantemente negras ou latinas
"DE QUEM VOCÊ TEM MAIS MEDO: POLÍCIA OU BANDIDO?"

LETALIDADE DA AÇÃO POLICIAL, RJ, 1993 - 1996:

Ignácio Cano
Homicídios por 100 mil hab., 2000

Gláucio A. D. Soares
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Com base nas taxas por 100 mil habitantes, em 2001, para cada 100 brancos morreram assassinados (vítimas de homicídios) 170 negros (soma de pretos e pardos).
Se negros e brancos tivessem a mesma taxa de homicídios, 5647 negros não teriam sido assassinados no Brasil, em um único ano.
As taxas homicídios de pretos e pardos são estatisticamente diferentes. Os pretos em 2000 tiveram taxa de vitimização por homicídios 24% mais alta do que pardos, indicando que a cor da pele/raça influenciou o risco de ser assassinado e que quanto mais negro, maiores as chances.
- Soares, Gláucio Ary Dillon, exposição A cor da morte, apresentada no
seminário Violência e Racismo,Candido Mendes, setembro de 2000
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Acesso à Justiça:
Réus negros tendem a ser mais perseguidos pela vigilância policial;
Réus negros experimentam maiores obstáculos de acesso à justiça criminal e maiores dificuldades de usufruir do direito de ampla defesa assegurado pelas normas constitucionais;
Em decorrência, réus negros tendem a merecer um tratamento penal mais rigoroso, representado pela maior probabilidade de serem punidos comparativamente aos réus brancos.
Adorno, Sérgio. Violência e racismo: discriminação
no acesso à justiça penal. 1996
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Hoje, a negação da realidade social da raça e da necessidade que dela decorre de focalizar as políticas públicas nos segmentos historicamente discriminados se presta à perpetuação da exclusão e dos privilégios que a ideologia que o sustenta produziu e reproduz cotidianamente.
- Sueli Carneiro, Ideologia Tortuosa. Brasília, Correio Braziliense, 2003 ________________________________________________________
Dados coletados e Organizados por Jurema Werneck (CRIOLA/ RJ)


